Medicamentos: o que fazer com aqueles que não venceram ainda, mas não usamos mais?

Eu já falei aqui sobre o que fazer com óleo de cozinha e medicamentos vencidos. Segundo o Sinitox, o descarte de medicamentos na rede de esgoto ou lixo comum,  acarreta contaminação da água e do solo e na intoxicação de animais. Para piorar a situação, segundo Cristina Lima Barbosa, bióloga da Funed, quando liberados no sistema de esgoto, suas substâncias químicas acabam diluídas na água e dificilmente são eliminadas pelo processo de filtragem do tratamento, retornando para a população juntamente com a água tratada.

Porém, muitas vezes, compramos uma cartela ou vidro de remédio para tratar um problema de saúde pontual e uma grande quantidade do produto sobra, sem previsão de ser usado novamente. Nesses casos, para evitar o desperdício de medicamentos, existem algumas alternativas, como doação de remédios para ONG’s e até mesmo para campanhas promovidas por prefeituras de cidades ou grupos de pessoas engajadas por uma causa . Esse tema, no entanto,  ainda gera muita discussão devido à alguns riscos que à doação pode trazer.

Muitas vezes compramos uma cartela ou vidro de remédio para tratar um problema de saúde pontual e uma grande quantidade do produto sobra, sem previsão de ser usado novamente. Nesses casos, para evitar o desperdício de medicamentos, existem algumas alternativas.
Imagem: Rawpixel/Unsplash

1 – Os problemas das doações

Segundo Giselle Poitevin, coordenadora da vigilância da sanitária da Prefeitura de Curitiba, quando vendidos pela farmácia, os medicamentos encontram- se em condições clínicas certas, mas, a partir do momento que esses comprimidos vão para a casa do consumidor, eles são expostos a várias situações de armazenagem, como umidade, que podem afetar a eficiência do medicamento.

2- Os benefícios das doações

Apesar dos riscos, remédios doados ajudam muitas pessoas e até animais, como nos casos descritos aqui. Muitas pessoas e ONGs que ajudam animais não têm condição de arcar com os custos de medicamentos e, em muitos casos, recorrer a doações é a única saída.

Apesar da polêmica, não existe nenhuma regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a proibição ou legalidade da prática e existem muitas ONGs que realizam doações.

Em Belo Horizonte, a ONG Farmácia Solidária arrecada medicamentos para ajudar a salvar animais resgatados. Para doações de medicamentos para pessoas, existem os projetos da Farmácia Solidária, da Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Uberaba e o Banco de Remédios de Porto Alegre, que recebe e fornece doações para todo o Brasil e declara que realiza triagem por uma equipe treinada para avaliar o estado de armazenamento dos medicamentos. Também existem o projetos da Farmácia Comunitária, da FONSBEM, em Belo Horizonte, do Instituto Central do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Farmácia Solidária, de Criciúma.

Caso você tenha interesse em doar medicamentos que não usa mais e estejam no prazo de validade, procure mantê-los guardados de forma segura e higiênica, livre de umidade e luz solar, para garantir a segurança das pessoa que os receberão. Melhor do que descartar resíduos de forma apropriada é não gerá-los e, doando, ainda podemos ajudar alguém que precisa.

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4 thoughts on “Medicamentos: o que fazer com aqueles que não venceram ainda, mas não usamos mais?

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